21 jun

Onde comer em Lima!

Não sei se comentei isso anteriormente, mas arrisco a dizer que mais do que conhecer Machu Picchu, nossa ida até o Peru aconteceu basicamente por uma grande e louvável razão: sua gastronomia. Queríamos conhecer a cidade sagrada dos incas? Claro que sim! Mas queríamos comer, comer, comer, comer como se não houvesse amanhã? Absolutamente sim! Li outro dia que quem vai a Lima tem dois bons programas por dia: o almoço e o jantar. É bem por aí mesmo: com ingredientes únicos e muito saborosos, a mistura do que foi trazido por espanhóis, africanos e orientais, somada ao peixe cru e pimentas amplamente usadas pelos nativos, deu origem a uma das culinárias mais aplaudidas hoje em dia!

Aqui em São Paulo existe uma variedade boa de restaurantes peruanos (Rinconcito Peruano, La Peruana, Suri Ceviche Bar, Killa Novoandino…) e se você viver ou visitar a capital paulista com frequência, poderá apostar neles para descobrir se a culinária peruana te agrada ou não. Caso você sobreviva a esse primeiro teste e ainda tenha a vontade de conhecer Machu Picchu, a gente aqui do De Casa Para O Mundo super recomenda que você siga para o Peru nas suas próximas férias! Ah, e encarecidamente pedimos que você fique pelo menos dois dias em Lima! Se puder ficar mais tempo então, ótimo! Mas para que tudo isso? Para comer, oras!

Tivemos o prazer de engordar em todos os restaurantes listados abaixo e assumimos que a nossa lista de desejos é ainda maior. Dos que ficaram para um segundo momento estão: Saqra, Cala, Maras, La Décima, Malabar, La Gloria, Ámaz, Chez Wong e Toshiro’s. Aí você pode dizer “credo, eu nem sabia que Lima tinha tanto restaurante assim”! Pois é, pois é… Tem sim e você não faz ideia do que está perdendo. ¡Vámonos!

Central Restaurante

A gente estava com a cabeça a 500Km/h quando embarcamos para Lima e confesso que uma reserva no Central foi a última coisa que passou pela minha cabeça naquele momento. Maaaaas como o nosso anjo da guarda estava de plantão naquele dia (e felizmente esteve durante toda a viagem), nós fomos até o templo do chef Virgílio Martinez, topamos encostar nossas barrigas no bar para fazer uma hora e quase desmaiamos de alegria quando vieram nos avisar que a mesa de uma desistência tinha virado nossa. A comida servida no Central, atualmente o quarto melhor restaurante do mundo? Uma mistura de peruana, internacional e fusion. Quanto morre nessa brincadeira? A partir de 318 soles peruanos em reais ou R$ 330,00. Quer experimentar? O chef é apaixonado por chocolate e o que ele faz com esse ingrediente é de arrepiar!

Central-RestauranteFotografia oficial do Central Restaurante

Astrid y Gastón Casa Moreyra

Competiu “cabeça a cabeça” com Machu Picchu a responsabilidade por nos ter feito parar em Lima antes de partirmos rumo a Ásia durante nossa volta do mundo. O Tadeu é tão fã do chef peruano Gastón Acurio, que nós nos hospedamos a exatos 400 metros do restaurante de propósito (“ai se a gente perder essa reserva…”). O Astrid & Gastón foi  o primeiro restaurante inaugura pelo chef em parceria com sua esposa Astrid em 1994 e desde então seu império só cresce. Ainda em Lima, as outras três casas do grupo Acurio que merecem a visita são o Panchita (pratos típicos criollos como os recomendados causa limeñapiqueo Doña Pancha), Lar Mar Cebicheria (focado exclusivamente em, háááááá, peixes e frutos do mar) e Madam Tusan (especializado em chifa: comida chinesa com toques peruanos, muito popular no Peru). Como infelizmente são poucos os que podem investir pesado na gulodice e ganhar peso em todas as casas do chef Gastón, a gente aqui sugere nossos dois preferidos: Panchita e La Mar. No Astrid & Gastón, o menu degustação custa a partir de 240 soles peruanos em reais ou R$ 250,00.

Astrid-y-Gastón-Casa-MoreyraFotografia oficial do Astrid & Gastón

Pescados Capitales

Se você já achou o nome do lugar metido a engraçadinho, espere só para saber os dos pratos: santa ira, luxúria freudiana, sentimento de culpa… Yeap, aqui tudo remete aos pecados capitais e a gula, claro, corre solta. Apesar da comida não ser incrivelmente boa, o Pescados Capitales é um ótimo lugar para experimentar um bom ceviche e uma infinidade de causas como a “con pulpo a la parrilla”. Tudo muito temperado com uma legítima pasta de ají amarillo, capaz de fazer suar inclusive os mais fortes. O valor cobrado não é dos mais caros, por isso o restaurante sempre é indicado aos que visitam Lima em uma primeira ou segunda vez. Tem cevicheria melhor em Lima? Tem sim, mas o Pescados Capitales é praticamente uma atração turística, você precisa conhece-lo!

La Lucha Sanguchería Criolla

De todas as nossas recomendações, o La Lucha certamente é a menos estrelada delas. Aqui nenhum chef renomado assina o cardápio, mas eu tenho certeza absoluta que todo peruano sente tanto carinho pelo menu da casa quanto pela postura vanguardista do Gastón Acurio, responsável por lançar a culinária local para o mundo. O La Lucha é bom, bonito, barato e está sempre lotado! O cardápio é enxuto: 17 sanduíches deliciosos, uma batata frita espetacular – feita a partir de uma espécie de batata peruana chama huayro – e uma carta de sucos memorável. Os sanduíches La Lucha (filé mignon e queijo edam) e o El Preferido (carne, queijo e palta – uma espécie de abacate não adocicado).

La-Lucha-Sanguchería-CriollaFotografia oficial do La Lucha Sanguchería Criolla

Huaca Pucllana

Tem cara de cilada, cheiro de cilada, mas o gosto é dos bons. Pessoalmente eu torço o nariz para qualquer estabelecimento localizado dentro de atrações turísticas, mas o Huaca Pucllana é uma ótima surpresa. Barato não é, mas dizem que é assim (somado, claro, a um aporte do governo federal) que segue sendo possível manter um sítio arqueológico de tamanho considerável num dos bairros mais sofisticados da capital peruana. Sim, sítio arqueológico. O Huaca Pucllana é uma mistura de restaurante, museu e sítio arqueológico, que originalmente se estendia por mais de 16 hectares, mas que graças a agressiva ocupação imobiliária, ocupa somente 6. Segundo o próprio restaurante, eles são especializados em comida criolla, mas verdade seja dita: o visual aqui é o que mais conta, a comida (bem gostosa, por sinal) é quase secundária!

Huaca-PucllanaFotografia oficial do Huaca Pucllana



Isento-Rodape

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